Atualmente, o serviço acompanha cerca de 400 pacientes, incluindo moradores do município e de cidades vizinhas
A sessão ordinária da Câmara de Vereadores, realizada nesta terça-feira, 14/04, contou com um momento de informação e conscientização em saúde pública. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) utilizou o espaço da Tribuna Livre para apresentar o trabalho desenvolvido no município, esclarecer dúvidas e reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do HIV/AIDS e outras infecções.
Participaram da apresentação a enfermeira e coordenadora do serviço, Tatiana Scariotti, os médicos Angela Mezzomo Tramontina e Anderson Monteiro, a psicóloga Eliane Schenkel e a farmacêutica Tamara Vaccaro.
Durante a explanação, Tatiana destacou que o SAE atua desde 2004 no atendimento especializado a pacientes com HIV/AIDS e também com tuberculose, sendo referência para Vacaria e toda a região dos Campos de Cima da Serra. Atualmente, o serviço acompanha cerca de 400 pacientes, incluindo moradores do município e de cidades vizinhas.
A coordenadora também ressaltou que a estrutura do serviço conta com apoio do Ministério da Saúde, responsável pelo fornecimento de medicamentos, insumos e testes rápidos, além da participação do Estado e do Município, que garantem recursos e equipe técnica.
Outro ponto enfatizado foi a ampliação do acesso à testagem. Segundo a equipe, exames para HIV, sífilis e hepatites estão disponíveis em todas as unidades de saúde, além de ações realizadas em horários alternativos, espaços públicos e até mesmo no sistema prisional, buscando alcançar diferentes públicos.
Combate ao preconceito e importância da informação
A médica Angela Mezzomo Tramontina chamou atenção para a necessidade de falar mais abertamente sobre o HIV, destacando que o preconceito ainda é um dos principais obstáculos para o diagnóstico e tratamento.
Ela reforçou que, atualmente, o tratamento evoluiu significativamente, permitindo que pessoas diagnosticadas tenham qualidade de vida e não transmitam o vírus quando seguem corretamente a medicação. Ainda assim, destacou que não há cura, sendo necessário o acompanhamento contínuo.
Já o médico Anderson Monteiro explicou estratégias de prevenção como a PrEP (profilaxia pré-exposição) e a PEP (profilaxia pós-exposição), que podem evitar a infecção em situações de risco, desde que utilizadas corretamente e dentro do prazo adequado.
A psicóloga Eliane Schenkel trouxe uma preocupação importante relacionada ao público jovem. Segundo ela, embora haja menor preconceito entre os mais novos, também existe uma redução na percepção de risco, o que reforça a necessidade de ações educativas nas escolas e na comunidade.
A equipe destacou ainda que o trabalho do SAE vai além do atendimento clínico, incluindo ações educativas em escolas, empresas e instituições, além da realização de testes rápidos em diferentes contextos sociais.O SAE funciona junto ao Posto de Saúde da Julio de Castilhos.